domingo, 19 de abril de 2009

Br 356 um Descaso do Governo Federal

Desgaste da pista em diversos trechos, curvas acentuadas, excesso de remendos, falta de acostamento, sinalização vertical coberta pelo mato e sinalização horizontal apagada, além de acidentes, que somente nos dois primeiros meses deste ano, de acordo com estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegaram a 65, com 44 feridos e dois mortos. Esta é a BR 356, a Rodovia do Medo como é conhecida por moradores e usuários e que liga os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Na última quinta-feira, a equipe da Folha percorreu 150 quilômetros da rodovia federal, de São João da Barra a Itaperuna, e constatou as mesmas irregularidades nos quatro municípios cortados pela BR, que a torna uma das mais perigosas do Norte e Noroeste Fluminense, por falta de investimentos pesados e que estão sendo anunciados pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) para daqui a duas semanas. No trecho São João da Barra/Campos, o ponto de maior perigo é o localizado entre os distritos de Barcelos e Degredo, onde o fluxo de caminhões de terra é intenso para o porto em construção no Açu. Os motoristas devem manter atenção redobrada, porque as crateras não podem ser evitadas. Elas aparecem com freqüência próximas às curvas, como na altura do Km 166. Um enorme buraco no meio da pista dá a dimensão do perigo. As marcas de pneus no asfalto mostram os riscos que os usuários têm de enfrentar no seu dia a dia, como o técnico em refrigeração Helbert Andrade Tavares, que lembra que o estado precário da rodovia e os prejuízos para os veículos: - Já tive e tenho muitos problemas ainda com o meu carro. Com os buracos, a falta de acostamento e sinalização, não têm como os veículos terem durabilidade maior - diz. Na Campos/Itaperuna, os trechos mais críticos são os próximos à localidade de Três Vendas. Lá, o trânsito está sendo feito em meia pista em dois pontos. No Km 118, a metade da pista foi levada pelas chuvas de verão e o trânsito é lento enquanto as obras de recuperação não ficam prontas. O Dnit está recuperando a parte avariada, mas não tem previsão de entrega. Em outro trecho, no Km 110, a pista foi cortada ao meio com a enchente de dezembro para escoar a água que inundou a comunidade, mas a obra de recuperação só deverá começar após o fechamento da cratera.

Nenhum comentário:

Postar um comentário