quinta-feira, 30 de abril de 2009

Evangélica tenta colocar fogo em umbandista em Pilares

Rio - A umbandista Cirene Dark, 54 anos, cardíaca, foi atacada dentro de sua casa em Pilares, na Zona Norte, pela empregada doméstica Nádia Pereira, uma pastora da Assembléia de Deus de Jardim América.
A evangélica agrediu a senhora com um banco de madeira e ainda tentou atear fogo nela. A família acredita que a tentativa de agressão tenha sido motivada por uma homenagem que Cirene faria para uma entidade da Umbanda. A denúncia foi feita pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, que reúne membros da diversas religiões no Rio de Janeiro. O fato foi registrado na 24° DP (Piedade) como cárcere privado, lesão corporal ou tentativa de homicídio, tentativa de incêndio, intolerância religiosa e dano. A agressora é pastora e missionária e teria um programa diário numa rádio pirata em Mesquita chamado "Profetizando Vitória". A vítima será ouvida novamente nesta quinta-feira pelo delegado Antonio Ricardo, titular da 24° DP. "Foi feita uma busca na casa da agressora e não a econtramos. Ela foi intimada e deve prestar depoimento nesta sexta", afirmou o delegado. Segundo ele a mulher agredida já passou por exame de corpo de delito e o resultado deve ser divulgado em breve.
Este é o terceiro caso atendido pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, em que religiosos da umbanda são agredidos fisicamente.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Susan Boyle é flagrada com novo visual

Cantora conquistou fãs após concurso de talentos britânico.Quarentona foi flagrada com salto alto e jaqueta de cour

Susan Boyle, a cantora quarentona que conquistou o mundo por meio de um vídeo no YouTube, foi flagrada nesta sexta-feira (24) com um novo visual. A nova estrela foi vista perto de sua casa, em Blackburn, na Escócia. (Foto: AP)
Fenômeno na TV, nas páginas dos jornais e na internet, onde foi vista mais de cem milhões de vezes, Susan Boyle declarou que não quer mudar de visual. “Há algo errado em parecer Susan Boyle?”, questionou a escocesa desempregada, de 47 anos. Apesar disso, ela tem sido vista mais arrumada nos últimos dias.

Já apareceu com um vestido florido lilás, e agora foi flagrada com salto alto e jaqueta de couro. Até a cor do cabelo de Boyle parece ter mudado, e a cantora vem desfilando madeixas mais castanhas, sem os fios grisalhos de antes.

Boyle virou assunto no mundo todo ao participar do reality show “Britain’s got talent”. Com idade mais avançada do que a média dos competidores e fora dos padrões de beleza, ela foi motivo de chacota ao pisar no palco. No entanto, deixou todos boquiabertos ao soltar a encantadora voz, apresentando “I dreamed a dream”, do musical “Les Misárables”.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Agora o bicho vai pegar para os infratores


O depósito público municipal, situado na BR-356, Campos/São João da Barra, em Martins Laje, vai começar a funcionar na próxima segunda-feira (27/04). O anúncio foi feito por representantes da Empresa Municipal Transportes (Emut), Guarda Civil Municipal (GCM), Coordenação de Segurança e do Ministério Público Estadual (MPE) que visitarem o local nesta quarta-feira (22/04).Durante a visita, foi avaliado o andamento das adaptações feitas no local. O depósito servirá para guardar todos os veículos apreendidos no municípío.O comandante da Guarda Civil Municipal, Francisco Melo, ressaltou que o órgão não vinha atuando na detenção de veículos, já que não havia lugar para ficarem guardados. Os carros aprendidos pela polícia militar estavam sendo levados para o depósito na cidade de Itaperuna.De acordo com o coordenador de Segurança e Ordem Pública, coronel Alcemir Pascouto, a previsão é que até segunda-feira já possam estar instaladas câmeras de monitoramento e que todo o pessoal esteja trabalhando com a pavimentação local regular."Precisamos dar condições para que estes veículos possam estar bem localizados, oferecendo para as pessoas que tiveram seus carros autuados, boas condições de instalação. Não queremos que nenhum veículo seja danificado", conclui.OPERAÇÃO CHOQUE DE ORDEMO promotor do Ministério Público Estadual (MPE), Leandro Manhães, afirmou a equipe de reportagem do URURAU, no último dia 14, que assim que houvesse a liberação do depósito, a Operação “Choque de Ordem” seria retomada em Campos.A “Choque de Ordem” tem o objetivo de coibir práticas irregulares na cidade e na região, principalmente do transporte irregular, além de combater crimes como tráfico de drogas, adulteração de veículos e sonegação fiscal.Nas ações realizadas em dezembro, e no período do verão (nos acessos as praias) houve apreensão de armas, rádios, drogas, documentos, centenas de motos, além de veículos que faziam transporte irregular, o que caracteriza a prática ilegal da profissão, que está incluso no artigo 47.

Médica britânica perde mais de R$ 1 milhão com golpe virtual

Ela foi vítima de golpe da herança nigeriana, ou 419 scam. Autoridades identificaram o golpista, que será julgado em junho.

Uma cirurgiã britânica perdeu 350 mil libras (cerca de R$ 1,12 milhão) em um golpe virtual, segundo a publicação “The Sun”. De acordo com o jornal, ele foi vítima do chamado golpe da herança nigeriana, também conhecido como golpe 419 (419 scam). As autoridades britânicas conseguiram identificar o criminoso e o detiveram.

Com essa estratégia, os golpistas pedem ajuda para uma transferência internacional de fundos e, como recompensa, o internauta terá direito a ficar com uma porcentagem do valor milionário. Geralmente, os criminosos enviam mensagens de e-mail às vítimas em potencial dizendo ser de instituição governamental ou herdeiro de uma grande fortuna – eles podem citar a Nigéria ou outro país. O golpe também é chamado de fraude de antecipação de pagamento.
A médica de 44 anos deu a quantia a um nigeriano chamado Chinaenye Mokelu, depois de ele prometer a ela uma parte de sua “fortuna de US$ 300 milhões”. Os dois chegaram a se encontrar com em Londres, quando o golpista mostrou à mulher uma maleta cheia de dinheiro falso.

À Justiça, o advogado da médica nascida no Kuaiti afirmou: “o golpista disse que precisava de alguém com uma conta bancária no Reino Unido para facilitar a transferência do dinheiro. Infelizmente, ela respondeu à mensagem”. Depois de denunciar o golpe, os policiais conseguiram rastrear cerca de R$ 96 mil do R$ 1,12 milhão e detiveram o golpista.

De acordo com o “The Sun”, o nigeriano usou as cerca de 30 mil libras para pagar sua hipoteca e comprar itens luxuosos. No tribunal de Basildon Crown, o pai de duas crianças alegou ser culpado e admitiu ter um passaporte falso. Ele ficará sob custódia até junho, quando deve ser julgado.

Crise no aeroporto de Macaé


O aeroporto de Macaé tem sido alvo de grandes críticas por parte da população e também dos petroleiros que estão revoltados por precisarem embarcar para o trabalho e muitas vezes, não conseguirem. Segundo eles, os vôos estão sempre atrasados, e muitas vezes têm sido adiados.De acordo com funcionários que trabalham no local, o problema tem sido frequente, e muitas vezes já foi relatado a gerência, mas nada ainda foi feito para melhorar o quadro.A alegação das empresas é sempre o problema do mau tempo, o que segundo funcionários, nem sempre é verdade. Falhas nas organizações dos vôos e também falta de aeronaves são pontos que precisam ser discutidos. Segundo o superintendente da Infraero Hélio Batista, o problema realmente existe, e diante dos transtornos constantes registrados, será marcada uma reunião com representantes das empresas aéreas para tentar amenizar o problema, e discutir os melhores meios para que estes sejam solucionados o mais rápidamente possível.

domingo, 19 de abril de 2009

Br 356 um Descaso do Governo Federal

Desgaste da pista em diversos trechos, curvas acentuadas, excesso de remendos, falta de acostamento, sinalização vertical coberta pelo mato e sinalização horizontal apagada, além de acidentes, que somente nos dois primeiros meses deste ano, de acordo com estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegaram a 65, com 44 feridos e dois mortos. Esta é a BR 356, a Rodovia do Medo como é conhecida por moradores e usuários e que liga os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Na última quinta-feira, a equipe da Folha percorreu 150 quilômetros da rodovia federal, de São João da Barra a Itaperuna, e constatou as mesmas irregularidades nos quatro municípios cortados pela BR, que a torna uma das mais perigosas do Norte e Noroeste Fluminense, por falta de investimentos pesados e que estão sendo anunciados pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) para daqui a duas semanas. No trecho São João da Barra/Campos, o ponto de maior perigo é o localizado entre os distritos de Barcelos e Degredo, onde o fluxo de caminhões de terra é intenso para o porto em construção no Açu. Os motoristas devem manter atenção redobrada, porque as crateras não podem ser evitadas. Elas aparecem com freqüência próximas às curvas, como na altura do Km 166. Um enorme buraco no meio da pista dá a dimensão do perigo. As marcas de pneus no asfalto mostram os riscos que os usuários têm de enfrentar no seu dia a dia, como o técnico em refrigeração Helbert Andrade Tavares, que lembra que o estado precário da rodovia e os prejuízos para os veículos: - Já tive e tenho muitos problemas ainda com o meu carro. Com os buracos, a falta de acostamento e sinalização, não têm como os veículos terem durabilidade maior - diz. Na Campos/Itaperuna, os trechos mais críticos são os próximos à localidade de Três Vendas. Lá, o trânsito está sendo feito em meia pista em dois pontos. No Km 118, a metade da pista foi levada pelas chuvas de verão e o trânsito é lento enquanto as obras de recuperação não ficam prontas. O Dnit está recuperando a parte avariada, mas não tem previsão de entrega. Em outro trecho, no Km 110, a pista foi cortada ao meio com a enchente de dezembro para escoar a água que inundou a comunidade, mas a obra de recuperação só deverá começar após o fechamento da cratera.

quinta-feira, 9 de abril de 2009




Força do crack escraviza usuários e seus familiares

O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a ter um acidente vascular cerebral
“O que eu mais desejo é parar com isso, mas a dependência consome todas as minhas forças. Virei uma pessoa infeliz, joguei quatro anos de medicina para o alto, contribui para meu pai enfartar e quase morrer, perdi uma moto, carro, jóias, amigos, familiares e luto agora para tentar não me perder”. Rivaldo, 24 anos, morador de um bairro nobre de Campos resume o mal que o crack e a cocaína fazem na vida dele. Na série de trabalho jornalístico que desenvolve sobre o assunto, a Agência Brasil (ABr) traça as fases do vício, numa linha em que o começo é a maconha, depois a cocaína, até chegar ao crack. Rivaldo destoa: “já usei as outras, nenhuma delas me arruinou tanto como o crack. Tá barra pra sair, minha família e alguns amigos dão apoio, tô me esforçando e com muita fé em Deus”, revela.Drama para sair - Usuários de crack se sentem escravizados pela droga. A frase, título de mais um trabalho desenvolvido pela equipe da Agência Brasil, resume o drama da maioria dos usuários de drogas ouvidos pela reportagem de O Diário. E o reflexo é tão forte nos respectivos familiares, que tem levado muitos deles principalmente à depressão e, até, à morte. “Ninguém se sente bem ao ver um filho ou irmão envolvido nessa desgraça”, lamenta a mãe de Rivaldo. O começo do vício é sempre parecido, diz a matéria da ABr, cuja íntegra – mesclada com situações apuradas por O Diário – vai adiante. Primeiro é o consumo de maconha, depois vem a cocaína. O crack é o próximo passo. Ele não escolhe cor, gênero, classe social ou religião. Com poder avassalador, invadiu a sociedade, quebrou regras, transpôs limites e escravizou milhares de pessoas.
Mesmos traços - Os quadros com traços de causas e efeitos são iguais ou semelhantes em qualquer parte do planeta e na série de reportagens que O Diário publica, muitos deles são citados com prioridade para os fatos (visando alertar o quanto são nocivas as drogas), provavelmente com nomes de personagens e cidades apenas ilustrativos. O caso de Marcela, 30 anos, é um deles. Ela usou crack por seis meses e é um exemplo de que há pessoas que acreditam ser mais fortes que o vício. “Quando eu comecei, na primeira noite, pensei que fosse ter controle sobre isso, como eu tinha sobre a cocaína. Mas vi que, na segunda semana, já tinha perdido completamente o domínio, porque fazia isso 24 horas por dia”, diz, cobvicta de que se iludiu.
Alucinação e sintomas de formigamento pelo corpo


Psicóloga Regina Rangel relata danos físicos, psicológicos e sociais.

A psicóloga Regina Rangel do Centro Atenção Psicosocial (Caps), especialista em tratamento com dependentes químicos, em Campos, disse que o usuário do crack pode sofrer danos físicos, psicológicos e sociais. Ela afirmou que o uso diário da droga entre seis meses e um ano, a pessoa corre mais risco de morte. Regina explica que as primeiras reações são sensações físicas, alucinação e sintomas de formigamento pelo corpo, podendo desenvolver a síndrome do pânico. “A pessoa emagrece e em muitos casos a solução é internar o paciente”, disse a psicóloga, informando que, na maioria dos casos, a pessoa necessita do entorpecente para o próprio comando. “Com a falta da droga, acontece a abstinência”, afirmou.
Vários estágios - Regina explicou que para a pessoa chegar à dependência de um produto químico, ela passa por vários estágios: usuário experimental, ocasional (apenas em festas, por exemplo), habitual (social), abusivo (mais grave) e dependente. “Mas o crack logo na primeira vez pode tornar a pessoa em um usuário dependente, pois o seu efeito é muito rápido, o que acaba àquele usuário comprando sempre”, disse. A especialista pontuou ainda as perdas sociais. “Para angariar dinheiro, essas pessoas e vendem as próprias roupas, calçados, pertences pessoais, roubam objetos de casa, de terceiros, se envolvem com o tráfico, se distancia da família, se envolvendo, também, com pessoas que fazem o uso da mesma droga”. Pedindo ajuda em um centro de reintegração social, Regina detalha que a pessoa passa por uma avaliação médica e se esse usuário estiver em estado clínico de intoxicação, o mesmo é encaminhado para uma avaliação médica em um hospital de emergência. “Depois passa por um tratamento, aprendendo a lidar com a dependência química, reformulando o seu comportamento e ser reintegrado socialmente”, concluiu.
“Minha filha era religiosa. De repente passou a usar porcarias”
Em Campos, a situação não é diferente das demais cidades brasileiras. Em uma delas, Flávia, 22 anos, desde terça-feira desapareceu de uma clínica na região, de onde havia fugido pela quarta vez. A jovem está no vício há três anos e até sexo em troca de uma pedra de crack de R$ 20 já fez, segundo afirma a mãe dela, uma senhora de classe média que acaba de vender uma casa em Santa Clara para investir no tratamento da filha.“Minha menina era uma pessoa estudiosa, alegre, feliz e religiosa. De repente passou a usar essas porcarias. Começou dentro da minha própria casa, numa festa de aniversário do irmão”. A mãe desabafa: “passamos a evitar dar dinheiro a ela, mas foi pior, porque Flavinha até roupas dela e nossas passou a vender para comprar a droga. O sofrimento é um absurdo e lamento por não estarmos recebendo apoio de muitos daqueles que frequentavam nossa casa nos churrascos de finais de semana”.
Familiares podem desenvolver dependência
Custo baixo da droga atrai, a cada ano, milhares de usuários
Os familiares precisam ser fortes para lidar com a dependência química de seus parentes. Muitas das vezes, sentem-se culpados e têm medo. Quando agüentam tudo, do furto dentro da própria casa às palavras e ações violentas, e abrem mão da própria vida para cuidar do usuário de drogas. Os pais também podem desenvolver problemas psicológicos.Os dependentes químicos têm a doença da adicção, termo em latim que significa “escravo de”. A família dos ‘adictos’, como são chamados os usuários, podem desenvolver a co-dependência. De acordo com a psicóloga Neliane Figlie, o co-dependente não tem controle sobre a própria atitude em relação ao parente dependente químico. A mãe de um usuário conta que o filho, depois de consumir a droga, era tão agressivo que chegou a provocar um aborto na ex-esposa. “Ele tinha muito ciúme dela. Um dia ele chegou muito drogado, bateu nela que estava grávida e matou a criança”, relata. Depois do episódio, ele ficou sem dar notícias por três anos. Ela revela que quando o rapaz voltou para casa, enfrentou outro problema: o preconceito da família. “Os familiares não ajudam. Cheguei à casa um dia desses, e ele estava jogado na beira do muro, com febre, tremendo, vomitou. Se não fosse eu, naquela noite, ele tinha morrido”, lembra Ilda. “Foi nesse dia que ele pediu para sair da rua e ir para uma casa de recuperação”.
Qual a solução?
De acordo com a Agência Brasil, a internação é, para muitos pais, uma tentativa de resolver o problema. Porém, nem sempre a saída para o dependente. José Antônio, 46 anos, e Daiane, 35, pais de um menino que se envolveu com drogas aos 15 anos em Planaltina de Goiás, também enfrentaram essa situação. “Procuramos ajuda, internamos numa clínica perto de Ceilândia. Ele ficou uns dois meses e fugiu da clínica”.
José Antônio acredita que o filho, hoje com 18 anos, envolveu-se com o crack por causa dos amigos. “Creio que foi má companhia. Depois que ele entrou nessa, eu soube que a maioria dos amigos dele mexia com isso”. O sofrimento dos pais acabou levando o adolescente a pedir ajuda. “Para uma mãe é difícil. Cinco noites sem dormir, do serviço para casa, sem comer. Não sabia onde ele estava, não sabia se ele estava bem, se estava dormindo, o que estava fazendo”.