domingo, 14 de junho de 2009

Deu no Blog do ATROLHA

Domingo, 14 de Junho de 2009

Cara de pau....
O jornal para-oficial do governo ds mil patetas publica hoje, como em todos os domingos, um texto de prefeita-marionete...
É claro que todos sabem que trata-se de um ghostwriter, ou seja, a prefeita-marionete assina um texto escrito sob encomenda...
Não há nada demais nisso, pois a maioria dos líderes não têm tempo para tal tarefa, e por outro lado, não podem abrir mão de ocuparem certos espaços na mídia...
O problema é que a prefeita-marionete parace não ler o que anda assinando...
Vamos a autópsia das palavras "colocadas na boca" da prefeita-marionete...
"(...)
Já no que diz respeito ao subsidio colocado em prática por meu governo para o setor de transportes, tal política, que atinge diretamente quase 190 mil usuários, a economia no bolso do cidadão comum é de mais de 15 milhões de reais, por ano. A austeridade fiscal posta em prática por meu governo, nos primeiros meses de gestão orçamentária, permitiu a geração de uma poupança real, que será devolvida à sociedade, sob a forma de benefícios concretos. Um exemplo é a necessidade premente de rejuvenescimento e recuperação dos equipamentos urbanos de nossa cidade. Outro exemplo é a restauração do pavimento da cidade, e para isso já está em prática uma operação “tapa-buracos”.Pensando na geração de empregos, vai começar a construção de 5100 casas populares, investimento este com possibilidade de criar cerca de 4 mil vagas no segmento da construção civil. Consciente de que o poder público representa 25% da geração de renda na economia local, estou imprimindo um ritmo de gastos fiscais compatíveis com a formulação de políticas públicas eficientes, eficazes e efetivas para nossa sociedade."
Vamos nos ater ao trecho que trata das passagens a um real, e no que diz respeito aos empregos gerados com a consntrução de casas populares...
Primeiro é bom que se diga que o ghostwriter da prefeita não sabe fazer contas, e ou tenta enganar a toda gente com números mirabolantes... Sem mencionar outros aspectos como faremos aqui...
Se dividirmos o montante anunciado pela prefeita-marionte em "seu" texto, pelo número de usuários anunciados 190.000, ou seja: 15.000.000 de reais/190.000, encontraríamos algo em torno de 78 reais...
Esse valor seria o destinado, em média, para cada usuário por ano, quer dizer, em cerca de 250 dias trabalhados, descontados os domingos, férias, e feriados...
Se dividirmos esses R$78,00 anuais por usuário pelo número de dias trabalhados(250), encontraremos a quantia de R$0,3175 centavos...
Valor 50% inferior a diferença entre a tarifa urbana cheia(R$1,60) e o subsídio governamental(R$1,00), que é, portanto, de 60 centavos...
Mesmo se desprezássemos as tarifas interdistritais, que são muito maiores que R$1,60, e adotassemos apenas as tarifas urbanas como parâmetro, não poderíamos aceitar que o programa destinará apenas um pouco mais de trinta centavos por usuário/dia para custear o programa...
Então, os números são mentirosos: quer na quantidade de usuários(190.000), quer no gasto total(15 milhões), ou quem sabe os dois...
De um lado temos, um valor subdimensionado para esconder uma transferência muito maior dos cofres públicos ao setor privado de transporte, sem que a sociedade civil disponha de qualquer tipo de controle e, ou acesso a informação dos gastos...
Por outro lado, estão os números inflados dos usuários, 190.000, como gostam as equipes de propaganda dos mil patetas...
Em uma cidade com 500.000 habitantes, onde há uma frota de 100 ou 120 mil veículos(no mínimo), e mesmo que um veículo particular leve apenas seu condutor, restarão pouco mais de 380.000 habitantes...desses, 100 mil são crianças em idade escolar, transportadas gratuitamente por Lei, e outras com acesso ao transporte escolar privado...restam 280 mil habitantes, e aí temos os velhos e crianças de colo, ou que não pagam a tarifa, algo em torno de 80 a 100 mil habitantes...
Restaria, então os 190 mil usuários...
Não, não senhores...destes 190 mil, abateremos os ciclistas(algo em torno de 60 ou 70 mil pessoas), os trabalhadores que contam com transporte fornecido por sua própria empresa(vales-transportes, Petrobrás), pessoas que caminham até o próprio trabalho(por opção, ou por morar próximo ao local de trabalho) e enfim, as empregadas domésticas que residem no local de trabalho,e só utilizam o transporte público duas vezes por semana, para retornar a casa de suas famílias...
Enfim, o número não fecha...
Junte-se a tudo isso, como já mencionamos, a tota falta de transparência na prestação de contas desses gastos...
Vamos agora aos empregos gerados pela construção de casa populares...Essa conta é mais fácil...
Com 5.100 unidades, a possibilidade de criação de 4000 empregos é quase uma piada...
Qualquer empreiteiro mequetrefe sabe que a razão de quase um(0,789 trabalhador/unidade construída)emprego por casa é surreal...
1-as casas não são construídas simultaneamente, logo, haverão lotes(em localidades diversas) construídos a cada vez, que contratarão e demitirão ao fim de cada etapa...
2-o cronograma físico-financeiro dos contratos se estenderá pelo tempo da administração, portanto, contabilizar um emprego novo, a cada recontratação após as dispensas promovidas pela execução de cada etapa é uma maquigem estatística muito grosseira, mas bem ao gosto dos bugres da lapa...
Enfim, cada ponto que se olhe mais de perto, não resta nada que se possa confiar nesse governo os mil patetas...Até desaprenderam como mentir com eficiência...

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